Cinema

Os melhores filmes de 2018

 

Manaus – 2018 foi um grande ano para o cinema e trouxe ótimos filmes, para todos os gostos, sejam eles de terror ou comédia, cults, independentes ou blockbusters arrasadores. Independente da origem, do gosto ou do gênero, tentei reunir aqui os meus 10 preferidos. Segue, então a lista dos melhores:

 

10 | Pantera Negra


Foto: Divulgação/
Walt Disney Studios Motion Pictures

 

Existem muitos motivos pelo qual Pantera Negra é um dos melhores filmes da Marvel do ano passado. A trilha sonora fantástica (com destaque pra Kendrick Lamar, SZA e The Weeknd), as cenas de ação bem-executadas, o elenco ótimo, o visual deslumbrante e um vilão com uma história profunda. Porém, nada é maior que a representatividade que o filme traz e esse peso social com certeza é o que faz dele um dos melhores filmes do ano.

 

 

Nota: 8, 5

 

9 | Nasce Uma Estrela

Foto: Divulgação / Warner Bros.

 

Foi realmente satisfatório assistir a esse filme, visto que antes de assisti-lo, esperava mais do mesmo: um melodrama chato e repetitivo. Porém, para minha surpresa, as ótimas canções, a boa química na atuação de Lady Gaga e Bradley Cooper, a fotografia e a produção do filme fazem dele um marco nos musicais da década.

 

Nota: 8,5

8 | Mandy


Foto: Divulgação / XYZ Films

 

Filmes de terror sempre dividem opiniões, no estilo “amei” ou “detestei”. No caso de Mandy, o que mais se destaca é a atmosfera visual do filme, que mistura sonho e ilusão do casal protagonista do filme (Nicolas Cage e Andrea Riseborough) com as atrocidades que eles sofrem pelos seguidores de uma seita lunática. A terceira parte do filme, ou vingança, é o momento de “sangue nos olhos” a lá Kill Bill e A Morte do Demônio, com muito splatter e gore em tela. Destaque também para a paleta de cores utilizada que intensifica a atmosfera ora onírica, ora brutal do filme.

 

Nota: 8,5

7 | Ferrugem


Foto: Divulgação / Globofilmes

 

Esse drama brasileiro é dividido em duas partes: na primeira, acompanhamos a história da adolescente Tati (Tifanny Dopke) que tem sua intimidade divulgada no Whatsapp da escola e sofre bullying e assédio de colegas e até mesmo de funcionários do colégio onde estuda. Na segunda parte, é contada a história de Renet (Giovanni de Lorenzi), colega de Tati que sente o peso da responsabilidade sobre a tragédia envolvendo a vida de Tati. O filme, que venceu o Festival de Gramado de 2018, mergulha em temas atuais e superimportantes envolvendo bullying e cyberbullying, construção do machismo na sociedade e a importância do empoderamento feminino.

 

Nota: 9,0

6 | Ilha dos Cachorros


Foto: Divulgação / Fox Films

 

Um governante de uma cidade japonesa convence os habitantes locais através de intensas campanhas de marketing e pesquisas científicas que os cachorros fazem mal para a sociedade, e que devem ser exilados em uma ilha distante. Então, o garotinho Atari parte para a ilha em busca de seu cãozinho de estimação e faz amizade com os cãezinhos da região que o ajudam na sua busca, ao mesmo tempo que também lutam por liberdade e menos segregação. Mesmo com esse pano de fundo dramático, o filme é super leve e recheado de cenas muito engraçadas. Como de costume, a fotografia e a direção de Wes Anderson são impecáveis e a trilha sonora inspirada na cultura japonesa também enriquecem o filme.

 

Nota: 9,0

5 | Aniquilação


Foto: Divulgação / Netflix

 

Após o ótimo Ex_Machina, o diretor Alex Garland traz nesse longa uma ficção científica de horror que narra a história da bióloga Lena (Natalie Portman) que parte em busca de respostas quando seu marido – vivido por Oscar Isaac – desaparece em uma missão misteriosa na floresta. Ao chegar no local misterioso,  ela e suas companheiras de exploração acabam sendo confrontadas com a surrealidade assombrosa do local e lutam para manter a sua sanidade e voltarem vivas pra casa. Apesar de ser um longa de ficção científica e também de horror, o filme também aborda reflexões e questionamentos importantes sobre ciência, fé, religião e humanidade e por isso, pode ter a capacidade de expandir a mente do telespectador de mente aberta.

 

Nota: 9,0

4 | Roma


Foto: Divulgação / Netflix

 

Após ter em seu currículo filmes como Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e Gravidade, o diretor Alfonso Cuarón entrega em Roma o seu filme mais bem trabalhado. O enredo é simples, mas esse não é foco. Aqui o destaque vai para os detalhes impecáveis da produção, a fotografia, a cenografia e a atuação fenomenal de Yalitza Aparicio, atriz mexicana que vive a empregada Cleo. Os elementos empregados por Cuarón ajudam a criar um ambiente nostálgico e propício para a reflexão de temas como: a relação patrão-empregada, as diferenças entre as classes sociais no México (e por que não na América Latina) e os papeis femininos e raciais na sociedade.

 

Nota: 9,5

3 | Homem-Aranha: no Aranhaverso


Foto: Divulgação /
Sony Pictures

 

Quem disse que o Homem-Aranha não pode ser negro, adolescente e do Brooklyn? E porque não um homem de meia-idade com barriguinha de cerveja? Ou uma garota graciosa ou uma personagem de anime mecha? Ou um personagem sombrio? Ou até mesmo um aranha-porco? Todas essas versões do Peter Parker se confrontam quando uma fenda temporal é aberta em Nova Iorque pelo Senhor do Crime, o que cria uma maluca mistura de vários universos, que precisam entrar em sintonia para corrigir a abertura da tal fenda. Nessa, que pode ser considerada a melhor animação de 2018, a Sony acerta em cheio ao adaptar para o cinema a história de Miles Morales, o homem-aranha negro que passa por todos os desafios que já conhecemos sobre o homem-aranha, mas da sua perspectiva. O filme consegue recontar essa saga com a profundidade, esperteza, e humor que tipicamente se espera de um filme do homem-aranha.

 

Nota: 10,0

2 | Hereditário


Foto: Divulgação /
Diamond Films

 

Como já falei anteriormente, filmes de horror costumam dividir plateias. Hoje em dia, quando se fala de filmes de horror, geralmente esses são logo associados com o terror propriamente dito, com jumpscares causados por música alta e repentina, além de elementos gráficos na tela. Nada contra os jumpscares, que até os adoro, mas o verdadeiro horror traz muito mais agonia do que meramente um susto gratuito. E esse é o caso de Hereditário, filme que traz Toni Colette (O Sexto Sentido) como protagonista de uma família assombrada pelos problemas sobrenaturais e hereditários com origem em sua raiz genealógica.

O filme é uma miscelânea de cenas fortes e bem produzidas e consegue criar atmosferas de agonia que podem fazer os mais fracos a desistirem de assistir em alguns momentos. O destaque principal vai para a Toni, que consegue interpretar a bipolar mãe que hora é desesperada de proteção pelos filhos/marido e hora é maníaca em satisfazer os desejos do mal ao qual sofre influências. O filme é genial e bem acabado e também pode ser visto como uma metáfora a problemas mentais hereditários, tais como: transtorno de ansiedade, esquizofrenia, Alzheimer e transtorno bipolar.

 

Nota: 10,0

1 | Vingadores: Guerra Infinita


Foto: Divulgação / Walt Disney Studios Motion Pictures

 

Sim, amigos, é difícil de falar sobre esse filme. Talvez por conta da complexidade da trama, que demanda ter assistido todos os filmes anteriores da Marvel desde 2008; do vilão complexo com motivos nada incorretos; da quantidade de personagens principais em tela (mais de 30!); ou da carga emocional que o filme carrega, onde ora você gargalha, ora chora incessantemente.

No terceiro filme da saga Vingadores o plot principal é a união de vários personagens do universo cinematográfico da Marvel lutando contra o tempo (ou por que não com a ajuda dele) para que o vilão Thanos não consiga reunir as seis joias do infinito e concretizar seu maior sonho: reduzir a quantidade de habitantes do universo pela metade com um estalar de dedos.

A justificativa do antagonista é simples: a superpopulação estaria causando mais caos e desordem à galáxia do que benefícios. Estaria ele errado? Estariam os Vingadores certos em tentar impedi-lo? Essas e outras reflexões são apresentadas nesse grande filme que, acima de tudo, te confronta com os maiores medos do ser-humano: o fracasso, a perda e a morte.

 

Nota: 10,0

Menções Honrosas:

 

Infiltrado na Klan – comédia dramática e sarcástica sobre uma operação de policiais infiltrados na Ku Klux Klan nos anos 70. O destaque vai para atuação de Adam Driver (Star Wars) e  John David Washington e a pegada blaxpoitation do filme, com produção e direção impecáveis.

 

 

Suspiria – remake do clássico de terror de Dario Argento que traz Dakota Johnson e Tilda Swinton nos papeis principais como estudante e professora de balé, respectivamente. Apesar de não superar o filme original (1977), esse filme é muito bem executado e traz muito mais violência gráfica que o original com um final surpreendente.

 

 

Os Incríveis 2 –  A sequência do longa de heróis da Pixar mantém a qualidade de ação, aventura e comédia do original e traz agora destaque para a Mulher Elástica, que precisa inverter papeis com o pai para sair à luta após ser chamada pra um novo “emprego” de heróis.

 

 

Em Chamas – Drama coreano que narra a história de Jong-soo, um jovem que se sente pressionado após sua melhor amiga Hae-Mi mostrar interesse em Bem, um misterioso amigo rico, interpretado por Steven Yeun (The Walking Dead). O filme é bastante reflexivo e consegue trazer à tona os efeitos da pressão sofrida pela classe jovem coreana, que atualmente sofre com a falta de empregos e de perspectivas de vida.

 

 

As Boas Maneiras – Fábula de horror brasileira que conta a história da patroa bem-de-vida  Ana (Marjorie Estiano) que contrata a enfermeira do subúrbio paulista Clara (Isabél Zuaa) para ser uma faz-tudo do lar enquanto está grávida. Porém, a história sofre uma reviravolta quando Ana revela que o filho que está esperando é de um lobisomem. O filme em si é alegórico e reflete temas como a relação patrão-empregado no Brasil, além da questão racial e LGBT.

 

 

O Animal Cordial – Drama de horror brasileiro que conta a saga de um grupo de pessoas durante um assalto a um restaurante de classe média alta carioca: o chefe armamentista, a garçonete resignada, o cozinheiro nordestino e LGBT, os bandidos suburbanos, o promotor de justiça, a esposa dondoca e um policial aposentado. A química entre os personagens é boa e os diálogos trazem um olhar sobre acontecimentos recentes na sociedade brasileira.

 

 

Sorry To Bother You – Comédia absurda com Lakeith Stanfield (Corra!) e Tessa Thompson (Creed) que narra as aventuras do suburbano Cassius que passa a integrar a equipe de telemarketing de uma empresa notadamente exploradora e racista na Oakland de um futuro próximo. O filme é bastante sarcástico ao tratar temas como a exploração trabalhista pelas grandes corporações, além do preconceito racial e institucional encrustado na sociedade.

 

 

O Primeiro Homem – Nesse drama do diretor Damien Chazelle (Whiplash), Ryan Gosling encarna Neil Armstrong, conhecido como o primeiro homem a pisar na Lua. Apesar disso, o filme não é em si uma jornada do herói e foca na sensibilidade da história com sua esposa Janet (a ótima Claire Foy) e os percalços da arriscada missão no final dos anos 60.

 

 

Aquaman – Grata surpresa dos estúdios da DC, que traz Jason Momoa (Game of Thrones) em sua jornada a se tornar o lendário Aquaman. O filme traz ótimas cenas de lutas dentro e fora da água e impressiona com os efeitos visuais e sonoros, que ajudam a construir uma atmosfera subaquática de muita ação.

 

 

A Esposa – Drama sueco que traz Glenn Close como a resignada Joan, uma brilhante escritora que optou em esconder o seu talento para viver às sombras de seu amado marido, o também escritor Joe (Jonathan Pryce). Porém a situação se torna mais tensa quando ela precisa acompanhá-lo na cerimônia de premiação do Nobel de Literatura. O destaque vai para Glenn ao que ela consegue mostrar uma esposa apaixonada e ao mesmo tempo inconformada com o rumo que sua vida tomou.

 

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Designer e cinéfilo em ascensão com gosto um tanto bipolar para filmes: da Pixar ao horror splatter, do alternativo ao blockbuster, do filme de garagem às megaproduções.

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